Deprê de fim de ano, um clássico.

Andei sumida.

Pois é, esqueci de mencionar que minha vida é uma novela, não um sitcom. Por mais que eu insista em ver as coisas dessa forma.

Durante os últimos capítulos quase morri e fiquei 20 dias internada em uma UTI no Rio de Janeiro. Me recuperei, voltei à minha rotina, mas voltei diferente, introspectiva, meio tristonha, paranoica, intolerante, defensiva e até anti-social. Ah sim, recentemente a cereja do bolo foi virar o pé e botar uma tala, trabalhar em casa no calorão entre problemas de comunicação e uma tensão causada pela clássica crise de fim de ano no trabalho.

E ainda tem mais, claro. E é o que dá a  liga a todo o meu sofrimento mexicano. Tive momentos simplesmente incríveis, que eu nunca tinha vivido, de lavar a alma e pensar: “É isso!”, com Fred Astaire cantando e tudo.  Porém, assim que a realidade bate, é como cair do vigésimo andar. Não sei se estou muito feliz ou muito infeliz. Fico acabada ao me dar conta de que fui imensamente infeliz nos últimos dez anos e que as coisas precisam acontecer muito em breve para eu dar uma guinada, antes que eu vire uma pessoa amarga por definitivo. O problema é que não depende mais de mim. Eu já fiz o que tinha pra ser feito.

Me sinto no meio do caminho. Minha jornada começou a exatamente um ano atrás. Eu estava um poço de amargura e desilusão. Mas me deu o estalo. Não foi bem um estalo, foi uma iluminação, mais precisamente. Algo quase religioso. Tudo ficou muito claro. Esse foi o ano de ter coragem pra mudar, virei um poço de coragem. A coragem se fez correnteza e muitas águas rolaram. Agora veio a resssaca emocional. A palavra da vez não é mais coragem, é paciência. Tento cultivá-la aos poucos, mas estou tendo MUITAS provações. Juro que tô tentando ser forte.

Meu maior desejo é que daqui a exatamente um ano eu esteja vivendo o outro lado da moeda. Quero me sentir feliz e completa, com perspectivas e com aquela sensação boa da alegria de viver das coisas simples. Daqui a exatamente um ano quero lembrar que hoje eu estava completamente miserável, mas consegui dar a volta por cima, porque tive paciência. Assim como hoje lembro que estava perdida um ano atrás e hoje me resgatei, porque tive coragem.

Toda essa ideia do blog da solteira que não sabe ser solteira foi uma tentativa de rir um pouco da minha propria desgraça. Mas chegou num ponto em que não tá rolando. Especialmente neste momento meio patético de self-pity de Eleanor Rigby feelings.

Eita, nóis! Maldito momento de reflexão de fim de ano! Não tem jeito, eu sempre acabo caindo nesse clichê! hahaha

Então tá então. Quero mais que esse ano acabe logo, beleza?

Grata.

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4 Respostas para “Deprê de fim de ano, um clássico.

  1. ah ana, anima aí amiga!
    me manda um email contando aquelas coisas novas que vc fez. vou mandar um com a minha parte. num fiz um monte de coisas, mas fiz coisas interessantes e pensei em vc. beijinho e sai do poço aí ô.
    ah, e melhoras pro pé, num sabia desse último detalhe! (trabalhar de casa parece bom, no entanto, especialmente no calor!)

  2. olha, não te conheço nem sei o que vc passou, certamente foram coisas diferentes das minhas mas… eu tô igual a vc!! as mesmas conclusões, hj é meu pior dia, mas o bom é que eu sei que vai passar! aguentemos.

  3. ana

    estresse pós traumático?o natal e fim de ano em saquarema pra descansar já está chegando, com direito a piscina, praia e pepinha junto

  4. toma um banhão relaxante com um sabonete cheiroso, fique meia hora hidratando a pele, com direito a massagem, bota uns pepinos nos olhos amiga e RELAX.
    eu acho que tomar um banhão assim dá o maior jeito. em situações críticas pelo menos.
    só de se sentir limpinha e relaxada já parece que surge uma energia nova pra enfrentar o resto.
    “conselho testado e aprovado”

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Uma publicitária/musicista fica solteira pela primeira vez, aos 26 anos. Meu nome é Ana e praticamente engatei um relacionamento sério no outro desde os 14 anos. O Código de Conduta da Solteirice é totalmente desconhecido para mim. Por conta disso, me pego em situações completamente surreais e (tragi)cômicas para aprender a viver em um universo totalmente inexplorado. Sou uma Bridget Jones às avessas. NÃO ESTOU "NO MERCADO". NÃO ESTOU ATRÁS DE HOMEM.

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